
Se você trabalha com artesanato ou pintura decorativa, já deve ter usado MDF – aquelas placas lisas que viram peças incríveis nas suas mãos. Conhecer o MDF evita dor de cabeça na hora da pintura, no corte e na montagem.
Como e onde surgiu o MDF?
O MDF (Medium Density Fiberboard) foi criado na década 1960 por engenheiros da Masonite Corporation, que queriam aproveitar as fibras de madeira que eram descartadas. Misturaram essas fibras com resinas sintéticas e prensaram em alta temperatura e pressão. O resultado foi uma chapa uniforme, resistente e super versátil.
A patente foi registrada em 1966 por George Laurent, engenheiro belga radicado nos EUA.
O material chegou ao Brasil nos anos 1990 e, hoje, o país está entre os maiores produtores mundiais.
O que significa “MDF”?
MDF (Medium Density Fiberboard) é um painel feito de:
- fibras de madeira muito finas
- + resinas
- + alta pressão e temperatura
O resultado é uma chapa lisa, homogênea e estável, perfeita para recortes detalhados, letras, placas, molduras e bases de artesanato.
Ele é classificado como “média densidade” porque fica entre um painel mais leve (MDP) e um mais pesado/compacto (HDF). Isso é suficiente para a maioria dos usos em artesanato decorativo, sem o custo e o peso de painéis mais densos.
Vale dizer que quanto maior a densidade, mais material há em um mesmo volume.
MDF x MDP x HDF – o que interessa para quem faz artesanato?
Você não precisa decorar sigla técnica, só entender quando usar cada um:
MDF – o seu “padrão ouro” no artesanato
- Fibras finas e bem distribuídas (parece um “bloco único”).
- Superfície lisa, aceita super bem:
- pintura;
- estêncil;
- carimbo;
- colagem de papéis e tecidos.
- Corta bem em serra ou laser, inclusive é mais fácil de fazer cavas, curvas e/ou detalhes com estiletes ou facas de cortes.
- Para artesanato e pintura decorativa: é o painel mais versátil e indicado.
MDP – bom para móveis, ruim para artesanato
- Feito de partículas maiores, em camadas.
- Mais estável para grandes superfícies planas (móveis).
- Mas:
- superfície e bordas não são tão lisas;
- não é bom para recorte detalhado nem acabamento fino.
- Para artesanato: evite. Ele é pensado para armários, prateleiras, balcões – não para peças decorativas detalhadas.
HDF – mais denso, mais caro, uso específico
- Fibras ainda mais compactadas que o MDF.
- Muito resistente, usado em:
- pisos laminados;
- portas;
- fundos que precisam de alta rigidez.
- Para artesanato: quase não compensa. O custo é maior e a proposta é outra; o MDF comum já atende muito bem quadros, placas, letras e recortes.
Pontos fortes do MDF para artesanato
- Superfície lisa: menos correção antes de pintar.
- Textura homogênea: sem nós, veios ou buracos.
- Várias espessuras (3 mm, 6 mm): dá para montar base + detalhe, relevo, camadas etc.
Limitações importantes
- Não gosta de umidade: pode inchar e empenar em ambientes úmidos.
- Não é para grandes cargas: não substitui madeira maciça ou HDF em peças estruturais.
- Precisa de selador/base: se pintar direto, a chapa “bebe” tinta demais e o acabamento perde qualidade.
Por que entender isso muda o resultado das suas peças
Quando você sabe o que é MDF e como ele se compara a MDP e HDF, consegue:
- Escolher o painel certo (em vez de aceitar o que a loja tiver mais barato).
- Evitar retrabalho por empenamento, bordas ruins e tinta manchada.
- Planejar o custo real da peça, incluindo:
- tipo de MDF;
- espessura;
- quantidade de demãos necessárias.
Para artesanato, a escolha é objetiva:
- MDF de boa qualidade, nas espessuras adequadas (3 mm e 6 mm), resolve praticamente todos os projetos.
Se você quer um material pronto para receber pintura, estêncil, papéis e relevo, use chapas cruas de MDF 3 mm e 6 mm com boa densidade e superfície lisa — exatamente o tipo de MDF que usamos aqui na AMJ.